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Sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
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Notícias
Rede de Proteção, um caminho para a juventude
Por André Carus
Não há dúvida que é possível promover e, ao mesmo tempo ampliar ações que objetivem uma melhor qualidade de vida para os jovens brasileiros. Em recente artigo publicado na Folha On Line, na seção Pensata em 22/02/2010, o professor Gilberto Dimenstein elenca com propriedade os três principais sonhos de todo o jovem: emprego, habitação e estudo.
O acesso ou talvez a realização destes sonhos, para boa parte da juventude contemporânea não tem sido fácil. È verdade que no caso específico dos estudos, a oferta de vagas na educação superior e profissionalizante tem sido crescente, porém a rede privada ainda detém a hegemonia nesse segmento, embora os avanços das escolas técnicas federais e a descentralização de universidades públicas seja real no Brasil de hoje.
O emprego, foco de preocupação para nove, entre dez famílias no país pode proporcionar um horizonte saudável à juventude. O último relatório divulgado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) revela que existe uma média anual de 45 milhões de jovens, homens e mulheres entrando no mercado de trabalho. Nesse contexto, a taxa global de desemprego juvenil atingiu em 2009 13,4%, ou seja, 1,6% superior ao registrado em 2007, o maior aumento desde 1991.
Estes dados alarmantes servem para o lançamento de um novo desafio: o debate objetivo sobre a implantação de uma rede de proteção juvenil que contemple ações como o reforço do diálogo social sobre o tema, o respeito aos direitos do trabalho à luz do emprego para os jovens e, acima de tudo, a efetivação de políticas públicas focadas a atender esta faixa dos 16 aos 29 anos.
Com as oscilações macroeconômicas que impões muitas vezes reflexos negativos na empregabilidade juvenil e de certa forma, uma opção pelo pagamento de juros da dívida, além do favorecimento ao crescente lucro dos bancos no Brasil, a juventude permanece renegada a uma linha secundária de prioridades governamentais.
É bem verdade que muito já se conquistou nesse sentido, mas mecanismos institucionais que somente orientem políticas e ações para o meio são importantes, porém quase nunca combatem na origem o problema.
A adoção dos eixos emprego, habitação e estudo, aliado à criação da Rede de Proteção Juvenil pode ser a solução para que ações locais, com apoio e recursos do poder central da República tenham êxito na retirada de muitos jovens da linha de pobreza, desemprego e ausência de perspectivas.
*2° tesoureiro do PMDB/RS e secretário-geral do PMDB de Porto Alegre
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Sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
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Notícias
Rede de Proteção, um caminho para a juventude
Por André Carus
Não há dúvida que é possível promover e, ao mesmo tempo ampliar ações que objetivem uma melhor qualidade de vida para os jovens brasileiros. Em recente artigo publicado na Folha On Line, na seção Pensata em 22/02/2010, o professor Gilberto Dimenstein elenca com propriedade os três principais sonhos de todo o jovem: emprego, habitação e estudo.
O acesso ou talvez a realização destes sonhos, para boa parte da juventude contemporânea não tem sido fácil. È verdade que no caso específico dos estudos, a oferta de vagas na educação superior e profissionalizante tem sido crescente, porém a rede privada ainda detém a hegemonia nesse segmento, embora os avanços das escolas técnicas federais e a descentralização de universidades públicas seja real no Brasil de hoje.
O emprego, foco de preocupação para nove, entre dez famílias no país pode proporcionar um horizonte saudável à juventude. O último relatório divulgado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) revela que existe uma média anual de 45 milhões de jovens, homens e mulheres entrando no mercado de trabalho. Nesse contexto, a taxa global de desemprego juvenil atingiu em 2009 13,4%, ou seja, 1,6% superior ao registrado em 2007, o maior aumento desde 1991.
Estes dados alarmantes servem para o lançamento de um novo desafio: o debate objetivo sobre a implantação de uma rede de proteção juvenil que contemple ações como o reforço do diálogo social sobre o tema, o respeito aos direitos do trabalho à luz do emprego para os jovens e, acima de tudo, a efetivação de políticas públicas focadas a atender esta faixa dos 16 aos 29 anos.
Com as oscilações macroeconômicas que impões muitas vezes reflexos negativos na empregabilidade juvenil e de certa forma, uma opção pelo pagamento de juros da dívida, além do favorecimento ao crescente lucro dos bancos no Brasil, a juventude permanece renegada a uma linha secundária de prioridades governamentais.
É bem verdade que muito já se conquistou nesse sentido, mas mecanismos institucionais que somente orientem políticas e ações para o meio são importantes, porém quase nunca combatem na origem o problema.
A adoção dos eixos emprego, habitação e estudo, aliado à criação da Rede de Proteção Juvenil pode ser a solução para que ações locais, com apoio e recursos do poder central da República tenham êxito na retirada de muitos jovens da linha de pobreza, desemprego e ausência de perspectivas.
*2° tesoureiro do PMDB/RS e secretário-geral do PMDB de Porto Alegre
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PMDB - Partido do Movimento Democrático Brasileiro - Diretório Estadual - Rio Grande do Sul. Av. Farrapos, 2646, Porto Alegre, Cep 90220-002. Fone (51) 3357.1500 Fax (51) 3357.1528
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